segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
CADEIA DE COTIA, UM APELO À RAZÃO E À VIDA
O PRIMEIRO DIA DO ÚLTIMO ANO
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
LEI FICHA LIMPA - VITÓRIA DA CIDADANIA
Supremo aprova Lei da Ficha Limpa a partir das eleições de 2012
Maurício SavareseDo UOL, em Brasília
Por 7 votos a 4, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (16) que a Lei da Ficha Limpa é constitucional e valerá a partir das eleições municipais deste ano. Com isso, não disputarão eleições por pelo menos oito anos vários políticos brasileiros que renunciaram ao cargo ou foram condenados por órgãos colegiados da Justiça. A decisão alcança casos anteriores à sua existência.
Ficha Limpa: políticos que poderiam ter problemas caso quisessem concorrer em 2012

Entenda a lei da Ficha Limpa
A Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso e sancionada dia 4 de junho de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impede, dentre outros dispositivos, a candidatura de políticos condenados por um colegiado da Justiça (mais de um juiz).Segundo a lei, fica inelegível, por oito anos a partir da punição, o político condenado por crimes eleitorais (compra de votos, fraude, falsificação de documento público), lavagem e ocultação de bens, improbidade administrativa, entre outros.
Os críticos afirmaram que a Ficha Limpa anularia a presunção da inocência até o julgamento final. Nesse grupo, ficaram Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da Corte, Cezar Peluso. Apesar da divergência, o clima no fim da sessão foi de celebração. "A lei é um avanço. Nossas diferenças são contingenciais", disse Peluso. "No fim da festa todo mundo fica bonito."
Nesta quinta-feira (16), os ministros Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Britto se somaram a Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Cármen Lúcia na defesa do mecanismo que surgiu de uma iniciativa popular levada ao Congresso. Peluso, Celso de Mello e Gilmar Mendes divergiram do relator e se juntaram em grande parte aos argumentos de Dias Toffoli.
O Supremo ainda terá de decidir se a inelegibilidade se dará a partir da condenação em órgão colegiado ou se apenas depois do julgamento final --nesse caso, o tempo de afastamento da vida pública superaria os oito anos em vários casos.
Voto decisivo

Uma
pessoa que desfila pela passarela quase inteira do Código Penal, ou da
Lei de Improbidade Administrativa, pode se apresentar como candidato?
Ministro Ayres Britto
Crítico da aplicação da lei nas eleições de 2010, o ministro Marco Aurélio mudou de ideia e acompanhou a maioria vencedora, mas não admitiu a aplicação da lei para candidatos que seriam barrados por fatos acontecidos antes da aprovação da lei. "Vamos consertar o Brasil de forma prospectiva, não de forma retroativa", disse. O decano da Corte, ministro Celso de Mello, concordou.
O ministro Lewandowski, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), repetiu que a exigência de moralidade na vida pública deve se sobrepor ao direito individual de ser considerado inocente até palavra final da Justiça. “Nós estamos diante de uma ponderação de valores, temos dois valores de natureza constitucional de mesmo nível”, disse.
No primeiro julgamento da questão, por 6 a 5, o Supremo decidiu que a medida não era aplicável à votação de 2010 por ter sido sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva menos de um ano antes do pleito –o que é vedado pela legislação eleitoral. Desta vez, ao contrário do que ocorreu no início de 2011, Fux votou a favor da aplicação. Weber, que substituiu outra defensora da lei no primeiro julgamento, a ex-ministra Ellen Gracie, também deu seu apoio.
O Supremo voltou a discutir o assunto após pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Os três processos que colocaram a vigência da lei em dúvida começaram a ser debatidos em novembro. O primeiro de dois pedidos de vista foi feito por Barbosa, sob a justificativa de que a Corte ainda estava desfalcada de um ministro após a saída de Ellen. Weber só tomou posse neste ano.
A lei pesou sobre vários candidatos já nas eleições de 2010. O mecanismo prevê inelegibilidade para políticos condenados na Justiça, mesmo sem decisão final, e para os que renunciaram ao cargo para escaparem de cassações. Foram os casos do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) e dos senadores Jader Barbalho (PMDB-PA) e João Capiberibe (PSB-AP), entre outros.
Histórico
No voto mais esperado do julgamento, a ministra Rosa Weber afirmou que não há empecilho para que um candidato se torne inelegível antes de ser condenado de forma definitiva –exatamente conforme o mecanismo prevê. “A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade que está agora exigir dos poderes instituídos um basta”, afirmou. “Inelegibilidade não é pena. E aqui o foco é a proteção da legitimidade das eleições e da soberania popular.”Primeiro ministro a votar contra a iniciativa, Dias Toffoli afirmou que a Lei da Ficha Limpa tem a “pior redação legislativa dos últimos tempos”. Foi acompanhado por comentários de enfáticos Gilmar Mendes. “A Corte pode decidir contra a opinião popular. Se não faríamos plebiscito toda hora e alteraríamos a Constituição. A pena de morte seria aprovada. O modelo contramajoritário serve para defender o indivíduo de si mesmo”, disse.
Em seu relatório, lido no ano passado, Fux considerou problemática a aplicação da lei para casos de renúncia com objetivo de evitar cassações, mas admitiu que condenações em órgãos colegiados servem para barrar candidaturas. Depois de pedir vistas, o ministro Joaquim Barbosa endossou o abandono de cargo como critério --esse voto e o do relator ainda dividem o apoio dos defensores da Lei da Ficha Limpa.
Tanto os defensores do mecanismo como Toffoli concordaram em um ponto: a lei não fere o princípio da irretroabilidade --que proíbe imputar crime a fatos ocorridos antes da confecção de uma determinada lei. Divergiram nesse ponto os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.
(Com Agência Brasil e Agência STF)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O ASFALTO QUE NÃO TERMINA
Uma carta que virou noticia no jornal de noticias cotiatododia demonstra a impressionante capacidade da prefeitura de dar desculpas e justificativas que se não fossem trágicas, seriam engraçadas... diz a nota da prefeitura que a obra que não termina nem com reza brava porque estamos em temporada de chuvas... ah tá!!! Fazem cinco meses de chuvas ininterruptas em Cotia????! Enfim... abaixo segue a carta publicada no cotiatododia! Leiam e div, digo lamentem!
“Sou moradora do Outeiro do Passárgada. Há mais ou menos uns 5 meses começaram a asfaltar o bairro. Em cinco meses terminaram de asfaltar uma rua em todo o bairro. Foram aproximadamente três ruas asfaltadas e uma das piores, a Malgaxe uma rua sem saída que dá acesso ao Residencial Alvorada continua lá, sem asfalto cheia de buracos que quando chove ocorre vários atolamentos de carros.
Na entrada do residencial possui uma vala enorme que quando chove enche que chega entra água dentro dos carros. Neste residencial moram varias mães como eu que tem que sair cedo para levar seus filhos para escola e dependendo da chuva que esta não conseguimos nem fazer este trajeto. E o mais absurdo, a ultima rua que foi asfaltada que tem inicio na raposo tem outra vala enorme que alguns moradores colocaram galhos de árvores para sinalizar pois além de encher de água quando chove, está cheia de crateras. E o mais surpreendente é que largaram lá sem asfalto e foram fazer recapeamento no Mirante da Mata onde já tem asfalto.

Fica o meu apelo em meu nome e de todos os moradores. Ou será que vão esperar chegar mais próximo das eleições para irem até fazer promessas?”
Gislene Alves
Segundo Prefeitura, chuvas prejudicam andamento das obras de recapeamento
A Secretaria Municipal de Obras informou que as fortes chuvas que vem atingindo a região metropolitana nos últimos dias prejudicou o andamento das obras de recapeamento e drenagem dos bairros da cidade. Regiões como Outeiro de Passárgada, Mirante da Mata e Araruama estão passando por revitalização total e implantação de drenagem, guias e sarjetas, mas tiveram os serviços parcialmente paralisados devido às chuvas.
"Tão logo a temporada de chuvas acabe, os serviços serão concluídos", informou Benedito Simões. Segundo ele, para que esse serviço seja executado é necessário que o tempo estabilize. "Asfalto e água não combinam. Uma obra de pavimentação inclui colocação de base e somente após essa base estar devidamente seca é que podemos colocar o asfalto. Com as fortes chuvas, os trabalhos ficam comprometidos", disse.
O secretário destaca que as equipes estão trabalhando nos bairros em serviços que nãõ sofrem interferência das águas. "Estamos com as equipes em várias regiões, fazendo trabalhos que não ficam prejudicados com as chuvas"informou.










