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Mostrando postagens de janeiro, 2026

A EXTREMA DIREITA E O TSUNAMI RELIGIOSO QUE SE AVIZINHA

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Há um perigo real, concreto e iminente se formando diante de nós — e o mais grave é que ele não chega de surpresa.  Ele vem sendo anunciado há anos. Ainda assim, a esquerda brasileira, e o PT em particular, seguem mergulhados numa perigosa letargia quando o assunto é a questão religiosa. Essa negligência não é abstrata: ela já cobra preço político e cobrará ainda mais caro nas eleições de 2026. Não se trata de alarmismo. Trata-se de leitura da realidade. O que enfrentaremos em 2026 será um tsunami religioso maior, mais organizado e mais agressivo do que aquele visto nas últimas três ou quatro eleições.  Diferentemente do que muitos ainda insistem em acreditar, esse movimento não é espontâneo, não nasce apenas de redes sociais e não é fruto de desorganização popular. Ele é planejado, financiado, treinado e executado com método, inclusive com apoio internacional. Os deputados federais da extrema direita estão preparados financeiramente para flertar abertamente com o fascismo. As...
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CARTA À PASTORAL DA JUVENTUDE DO MEIO POPULAR – PJMP. Queridas jovens e queridos jovens da PJMP, querida coordenação nacional, Recebo com alegria e esperança a notícia da escolha do novo Coordenador Nacional e do Secretário-Geral da Pastoral da Juventude do Meio Popular.  Saúdo com carinho o companheiro Patrick Souza, de Goiás, e toda a equipe que assume essa missão tão bonita quanto exigente. Antes de tudo, quero dizer com convicção: VIDA LONGA À PJMP!  Parabéns à juventude que segue acreditando que é possível viver a fé cristã de forma encarnada, comprometida com o povo e fiel ao projeto libertador de Jesus. A PJMP sempre foi, e continua sendo, uma das maiores referências da juventude católica popular no Brasil. Sua espiritualidade é profundamente enraizada na realidade concreta da vida do povo pobre, das periferias, do campo, das lutas por dignidade, terra, teto, trabalho e direitos. Uma espiritualidade que não foge do mundo, mas o enfrenta com esperança ativa, organização ...

NÃO É IDEOLOGIA. É SOBERANIA.

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Não se trata de simpatia ou antipatia política por Nicolás Maduro. Não se trata de concordar ou discordar de governos, sejam eles da América Latina, da Ásia, da África, da Europa ou da América do Norte. Muito menos de afinidade ideológica, seja ela qual for. O que está em jogo é algo muito mais elementar: soberania nacional e autodeterminação dos povos. Aceitar como “normal” que um país invada outro, realize operação militar em território estrangeiro, sequestre um presidente no exercício do cargo, anuncie que passará a administrar as riquezas desse país e ainda tente vender tudo isso como “defesa da democracia” é romper com qualquer noção mínima de ordem internacional. Se isso é aceitável, então nenhum país é soberano.  Todos passam a viver sob tutela de quem tem mais armas, mais dinheiro ou mais poder midiático. A contradição moral é evidente e escancara o autoritarismo: afirma-se que um presidente é um ditador e, sob essa justificativa, impõe-se de fora para dentro um...